Morava há muitos anos em Brasília
uma senhora aposentada que sempre viajava em dezembro e junho para os festejos
de Natal e Juninos na cidade de Sobral, no Estado do Ceará, aonde revia
familiares e amigos.
No Natal gostava de levar brinquedos para os sobrinhos e filhos de
amigos menores de 12 anos. Para os adolescentes sempre dava uma pequena
importância em dinheiro para irem ao Parque de Diversões ou ao Circo com os
colegas.
Esta bondosa senhora adoeceu e faleceu em Brasília, às dez horas de um
sábado. Neste mesmo dia e hora uma amiga avistou-a no ponto de taxi em Sobral.
Telefonou para o irmão dessa senhora avisando que ela acabara de chegar à
cidade.
O rapaz logo espalhou a notícia entre os familiares e ficou aguardando a
visita da irmã. Passaram-se três horas, o rapaz, ansioso, resolveu telefonar
para parentes em Brasília confirmando a vinda da irmã.
Recebeu então a triste notícia.
Sua irmã falecera naquele sábado às dez horas e seu corpo já estava sendo encaminhado
para o velório. Na impossibilidade de ir ao enterro, chorou muito, desesperado
foi procurar a moça que lhe informara da chegada de sua irmã para pedir
explicações.
Encontrou-a na loja de roupas
atendendo a uma freguesa. Esperou terminar o atendimento, dirigiu-se à moça e
contou o acontecido. A vendedora não acreditou. Conhecia bem a mulher, não
podia ter se enganado.
Ao ver as lágrimas nos olhos do
rapaz caiu desmaiada no chão da loja. Foi socorrida, levada para casa, onde
refeita do susto, trancou-se no quarto e rezou em voz baixa:
- Deus me ajude, eu vi a mulher
no ponto de táxi. Adormeceu sobre um tapete florido aos pés da cama, acordou no
dia seguinte mais calma, revigorada e foi trabalhar.
Ao chegar à loja inúmeros
curiosos a esperavam para repetir detalhes da visão que tivera. Em pé na porta
da loja dizia a todos que foi um sonho. Justificava alegando que sonho ninguém
entende mesmo.
Em casa, após o jantar,
recolheu-se ao quarto, abriu a janela e contemplando o céu repleto de estrelas
falou para si mesma:
- Só três pessoas viram: Eu, ela
e ELE. Nós sabemos que é verdade. Será que espírito viaja?
Sem resposta, deitou-se na cama e
adormeceu sob o ar fresco da noite que entrava pela janela e o brilho
silencioso de milhares de estrelas.
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